Olá... Faz um tempão que eu não posto aqui, não?
Voltaram as aulas, os problemas se intensificaram, o estágio está puxado, nem tanto pelo trabalho, mas sim pela distância... Hehehehe Enfim...Último ano da Faculdade, TCC! O bicho realmente está pegando! Mas, como todos os outros anos, está uma delícia...
Voltei porque assisti o filme da Bruna Surfistinha, baseado no livro dela.
Não é um filme bom, apenas gostei da interpretação da Déborah Secco. Mas, não vou negar que me fez pensar um pouco, fugindo do contexto, mas fez... A primeira pergunta que me vem á cabeça?
"Como as pessoas mudam os seus valores dependendo de como a vida segue e dos grupos que essas pessoas começam a fazer parte, não é mesmo?"
E isso é tão comum nas nossas vidas...
Sei que o contexto é totalmente diferente da minha vida e da vida das pessoas que estão ao meu redor, mas...Me fez transpassar essa pergunta justamente para isso.
Um exemplo que todos tem na família mesmo... Acredito que tenha...
Irmãos, de idades próximas, que cresceram juntos, com a mesma educação, os mesmos valores, os mesmos pré-conceitos.
Irmãos que jogam bola junto, saem juntos, conquistam juntos, perdem juntos...Agregam pessoas novas á família juntos, abandonam essas mesmas pessoas também juntos...Irmãos que brigam juntos, que comprar a briga uns dos outros também juntos... Irmãos que choram e riem juntos, que sofrem e são felizes juntos... Tudo como se a idade não passasse, se o tempo não passasse, se a vida não passasse...
Esses irmãos crescem e consequentemente á isso vão para rumos diferentes... Um vira banqueiro, outro vendedor, ou taxista, ou empreendedor, pintor, artista, cantor ou até mesmo psicólogo (rs)... Enfim, conquistam suas próprias famílias, criam seus próprios filhos... E, com isso, ganha um novo rumo: a sua própria cria.
O banqueiro muda alguns valores, afinal, vive com outros banqueiros. Aquela idéia de que defenderia os irmãos independente de qualquer coisa, de que estariam juntos independente do que acontecesse, de que chorariam e dariam risadas juntos já não vale 100%. Afinal, antes disso tudo está o que é certo e o que é errado, ele aprendeu isso com o trabalho, com o grupo de pessoas que vive. "Se está certo ok, mas se está errado, tem que aprender, não posso fazer nada."
O vendedor também muda alguns valores, afinal, vive com outros vendedores, com chefes. Aprende a bajular aquele que ele precisa, e aprende a mantes os que estão por perto. O valor dele não é mais aquele, de lado a lado para sempre. O valor dele agora é o que vale a pena. "Bom, eu posso até fazer isso por você, mas e o que você fará por mim?"
O taxista, o psicólogo, o empreendedor e mais quem for também alteraram os seus valores. Às vezes nem pelo grupo de trabalho em que se vive, mas pelo grupo da própria família. O que os filhos acham, a esposa ou o marido acham.. Essas coisas...
Resumindo: Sempre vem o PENSAMENTO antes, a RAZÃO... O coração, o sentimento, os valores primitivos são deixados de lado...
Tem gente que chama isso de amadurecimento. Eu chamo de mudança de valor...
"Mas como Aline, mudança de valores? Nada a ver... Ele está certo, com certeza está com a RAZÃO"
Razão?
Desde quando razão tem a ver com valores?
Pelo menos, no meu pensamento não... Valor é algo passado, é algo que você acredita, é algo que vive com você, independente de estar certo ou errado.
Valor é aquele irmão defender o outro independente do julgamento dos outros, da Sociedade... Independente se está certo ou errado, agir com o coração, com o sentimento.
Cara, eu posso até ser louca, mas eu acho o máximo quando eu vejo algo do tipo.
Um caso recente disso foi uma adolescente atravessando a rua sem olhar para os lados... Eu não sei se era irmã mais velha ou mãe a mulher que estava acompanhando-a.
Mas, o carro brecou, buzinou e o motorista saiu do carro para brigar com a adolescente...
Quando o motorista levantou a voz e mandou ela ser menos burra, para prestar atenção quando atravessar as ruas a acompanhante da adolescente também levantou a voz com o motorista: "Vai mais devagar você! E vai gritar com outra pessoa!" . O motorista entrou no carro, foi embora. A partir disso a acompanhante falou com a adolescente: "Poxa, que susto... Presta mais atenção poxa!"...
Huaheuhsuehse fora do contexto novamente.
Mas o que eu quero passar é aquela coisa "É do meu sangue, da minha família. O mundo não vai fazer ele chorar enquanto tivermos juntos, enquanto eu tiver do lado. Não vou te deixar na mão NUNCA, erre você o quanto errar. Eu vou fazer o possível para você não sofrer. E se estiver sofrendo, daremos um jeito juntos"
É... É essa coisa animal, instintiva, sentimental que eu sinto falta nas pessoas de hoje...
Poxa, o mundo já faz tanto mal ás pessoas. Mas agora, além do mundo, as pessoas querem sempre estar certas. Querem sempre poder olhar para você e falar: "Eu avisei, você fez errado, agora se vira..." ou "Tá vendo, você sempre faz errado, sempre faz assim, sempre com essas mesmas coisas"
E aí, quando chega a segunda parte. A nova família, os filhos. É como se a outra família fosse menos importante. Dependendo do ponto de vista até é. Mas, será que não dá para levar as duas do mesmo jeito? Manter os valores, o sentimento, o amor, o companheirismo, a admiração pela qualidade do outro e a compreensão dos defeitos desse mesmo?
Tem irmãos de hoje em dia, que depois que construiram sua família se tornaram totalmente independentes dos outros. Eu falo independente de SENTIMENTO. Irmãos que não se falam durante semanas, meses.
Cara, não sei se eu consegui explicar nesse post o que eu sinto em relação a isso... Mas, espero ter conseguido...
O nome "valores" que eu usei foi para clarear isso... Os valores mudam. Você não é a mesma pessoa que era. Não digo só no sentindo bom, de ter agregado coisas boas á sua vida, de ter construido, amadurecido. Digo isso no sentido ruim, você não é mais a mesma pessoa que está ali para o que der e vier, que age com sentimentos, com o coração.
Tem coisa mais bonita, mais Divina do que agir com o coração?
Outra coisa BÁSICA, que todo mundo vê no dia-a-dia é aquela pedinte criança do farol. Seu coração pede para dar... Mas, a razão não deixa...
É... Agir com o coração... Difícil nos dias de hoje.
Eu só tenho uma irmã. E tenho diversos primos.
A minha irmã já tem sua própria família. Eu ainda não.
Ela já tem um marido, já tem filhos...
Mas sabe o que eu sinto dela? Que o instinto, que o nosso sangue, que o nosso companheirismo e que o nosso coração de irmãs SEMPRE falarão tão alto quanto a família dela... Ela sempre estará do meu lado, até porque sempre estaremos perto. Ela sempre estará me defendendo como irmã mais velha, mesmo que eu não esteja tão certa assim. Ela sempre estará comigo independente de minhas escolhas...
É isso que eu queria para o mundo... As pessoas mais próximas, mais amadas, mais companheiras... Manter valores sentimentais, deixar esses valores e sentimentos sempre fortes... Serem mais CORAÇÃO!
domingo, 20 de março de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)